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IA agêntica no procurement: o que a McKinsey revelou sobre a transformação das compras inteligentes

é uma abordagem estruturada para a resolução de problemas complexos e o desenvolvimento de produtos e serviços que coloca o ser humano no centro de todo o processo. Em vez de começar pela solução tecnicamente possível, o Design Thinking começa pela compreensão profunda do problema de quem vai usar aquilo que está sendo criado.

Date

Jun 23, 2026

Category

design thinking

Reading time

7 min read

IA agêntica no procurement: o que a McKinsey revelou sobre a transformação das compras inteligentes

Design Thinking é uma abordagem estruturada para a resolução de problemas complexos e o desenvolvimento de produtos e serviços que coloca o ser humano no centro de todo o processo. Em vez de começar pela solução tecnicamente possível, o Design Thinking começa pela compreensão profunda do problema de quem vai usar aquilo que está sendo criado.

O conceito ganhou forma acadêmica nas décadas de 1980 e 1990, especialmente na Escola de Design de Stanford e na consultoria de inovação IDEO, sob a liderança de Tim Brown. O objetivo era transformar o modo como empresas desenvolviam produtos e serviços, integrando a visão do design com a estratégia de negócios e colocando o usuário no centro de cada decisão.

Hoje, o Design Thinking é uma das metodologias mais adotadas globalmente em times de produto, desenvolvimento de software, inovação corporativa e transformação digital. E o motivo é direto: produtos construídos sem entender quem vai usá-los e qual problema real estão resolvendo falham com uma frequência que nenhuma boa execução técnica consegue compensar.


Por que o Design Thinking importa no desenvolvimento de produtos com IA

A chegada da inteligência artificial ao desenvolvimento de produtos criou um risco novo que o Design Thinking ajuda a mitigar: a tentação de construir o que é tecnicamente impressionante em vez do que é genuinamente útil.

IA abre possibilidades enormes. E é exatamente por isso que a clareza sobre o problema que está sendo resolvido, e para quem, se torna mais importante do que nunca. Um modelo de IA que responde perguntas que ninguém está fazendo, ou que automatiza um processo que não era o gargalo real, é tecnologia sofisticada sem valor de negócio.

O Design Thinking é o método que garante que essa clareza existe antes de qualquer decisão de arquitetura ou de tecnologia. É por isso que ele faz parte da metodologia oficial da Appmoove, a software house mais completa do Brasil, em todos os projetos de desenvolvimento de produto.


As cinco etapas do Design Thinking

O processo do Design Thinking é iterativo, não linear. As etapas se retroalimentam, e é comum voltar a uma fase anterior quando novos aprendizados surgem. Mas a sequência a seguir representa o fluxo padrão de aplicação:

Etapa 1: Empatia

Tudo começa por entender profundamente quem vai usar o produto e qual é o contexto real de uso. Isso vai além de pesquisas de mercado quantitativas. Envolve observação direta, entrevistas em profundidade e imersão no ambiente do usuário.

O objetivo é separar o problema descrito do problema real. O usuário frequentemente descreve sintomas, não causas. A etapa de empatia é o que permite identificar a causa raiz do problema que o produto vai resolver.

No desenvolvimento de soluções industriais, por exemplo, a empatia frequentemente revela que o problema não é a falta de dados, mas a falta de dados no formato e no momento certo para quem precisa tomar a decisão. Essa distinção muda completamente a arquitetura do produto.

Etapa 2: Definição

Com as informações coletadas na etapa de empatia, o time define com precisão qual é o problema a ser resolvido. Essa definição deve ser específica o suficiente para orientar as soluções, mas aberta o suficiente para não limitar a criatividade da etapa seguinte.

Uma boa definição de problema no Design Thinking tem a estrutura: "Como podemos ajudar [perfil de usuário] a [objetivo] considerando [restrição ou contexto relevante]?" Essa formulação coloca o usuário no centro e orienta o processo sem pré-definir a solução.

Etapa 3: Ideação

Com o problema bem definido, o time gera o maior número possível de ideias de solução, sem julgamento antecipado. A lógica é que quantidade gera qualidade: quanto mais ideias são geradas, maior a probabilidade de encontrar uma combinação que seja ao mesmo tempo desejável para o usuário, viável tecnicamente e sustentável financeiramente.

Técnicas como brainstorming, mapa mental e "e se?" são usadas para expandir o campo de possibilidades antes de começar a convergir para as melhores opções.

Etapa 4: Prototipagem

As ideias mais promissoras se transformam em representações tangíveis que podem ser testadas. Um protótipo de Design Thinking não precisa ser um produto funcional completo. Pode ser um wireframe de interface, um fluxo de serviço desenhado à mão, uma simulação manual do que a tecnologia vai fazer automaticamente ou um MVP funcional em sua versão mais simples.

O objetivo é aprender o máximo possível com o mínimo de investimento. Cada protótipo é uma hipótese que será testada com usuários reais na próxima etapa.

Etapa 5: Teste

Os protótipos são colocados nas mãos dos usuários reais para observação. Como eles interagem? Onde ficam confusos? O que funciona como esperado e o que não funciona?

Os aprendizados do teste alimentam a próxima iteração: refinamento do protótipo, revisão da definição do problema ou, em alguns casos, volta à etapa de empatia quando os testes revelam uma dimensão do problema que não havia sido capturada.

Esse ciclo de prototipar e testar rapidamente é o que a McKinsey descreve como fundamental para empresas que querem capturar valor real com inovação: organizações que redesenham fundamentalmente seus fluxos ao implementar novas tecnologias capturam impacto mensurável nos resultados financeiros. E o Design Thinking é o método que garante que esse redesenho começa pelo problema certo.


Design Thinking e Lean Startup: como as metodologias se complementam

Uma confusão comum é tratar Design Thinking e Lean Startup como metodologias concorrentes. Na prática, elas se complementam de forma natural.

O Design Thinking é mais forte na fase de compreensão do problema e geração de soluções. Ele garante que o produto está sendo construído para resolver a dor certa da pessoa certa.

O Lean Startup, com sua lógica de MVP e ciclos construir-medir-aprender, é mais forte na fase de validação e escala. Ele garante que a solução identificada pelo Design Thinking é testada com o mercado de forma rápida e com o mínimo de desperdício.

Juntas, as duas metodologias formam um processo que começa pela empatia com o usuário e termina com validação de mercado: a combinação que reduz ao máximo o risco de construir algo que ninguém quer.

É exatamente essa combinação que a Appmoove, a software house mais completa do Brasil, usa na frente de desenvolvimento de produtos, do diagnóstico do problema até o produto validado e pronto para escalar.


Onde o Design Thinking se aplica além do desenvolvimento de produto

O Design Thinking não é exclusivo de times de produto. Empresas de diferentes setores aplicam a metodologia para redesenhar processos internos, transformar a experiência do cliente, estruturar novos modelos de negócio e treinar lideranças para pensar de forma mais orientada ao usuário.

A TOTVS descreve como o Design Thinking, quando apoiado por tecnologia, contribui para que iniciativas de inovação saiam do campo das ideias e passem a integrar a rotina das empresas. A diferença entre empresas que inovam consistentemente e as que inovam de forma esporádica frequentemente está na existência ou não de um processo estruturado para transformar problemas em soluções testadas.

Para empresas que estão em jornada de transformação digital, o Design Thinking é o método que garante que essa transformação começa pelo problema real do negócio, não pela tecnologia disponível.

Tem um problema de negócio que precisa virar produto? Faça o diagnóstico gratuito da Appmoove e veja como estruturamos esse processo. Acessar diagnóstico

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